1.11.07

AUSÊNCIA

Quando ela some
Assim, feito ratazana
Espantada,
Para baixo dos desvãos,
Nem sabe o quanto me dana.
Enlouquece,
Danada,
Mouros e cristãos.
De si se esquece,
Vira fada.
Quase me come
De porrada.
Demente,
Inverte a maré,
Crava o pé,
Se agarra ao verso
Enganada.
Exagerada,
Se faz de musa.
Confusa,
Dá a cara a tapa,
Veste a capa,
Cai na sopa,
Se desfaz em letrinhas,
Sem nexo.
Sereia,
Quer sexo,
Dos anjos,
Tocar banjos,
No coral dos descontentes.
Ri indecente,
Acena tresloucada,
Faz cara de engajada.
Não tá nem aí,
Foi pro brejo.
Sozinha,
Cai na farra,
Me deixa aqui,
De quina,
Fazendo sinuca de bico,
Pagando mico,
Tolamente,
Totalmente
Sem Inspiração.

Um comentário:

Cerberus disse...

Olá.
Que a feliciidade te acompanhe no ano que se apoxíma.

Há muito não nos falamos,
mas sinto que neste tempo que ficamos em silêncio,sentimeus olhos sempre fechados,
mantendo-os focados nos seg que trocamos os minimo de palavras,
Que para mim serão eternas.

Ass: $alatiel