5.10.10

ORDEM E PROGRESSO




Reféns,
De um Presidente omisso,
Vendedor, mascate do Etanol,
que nunca vê o que está acontecendo;
De um Congresso Balcão de Negócios,
Partidários, Públicos, Privados;
De Parlamentares corrompidos pelo sistema;
Lobistas Vorazes,
Oferecendo Propina,
Propalando Verbas.,
Cobrando Influências,
Beneficiando Empreiteiras,
Viciadas em ganhar Concorrências,
Fraudando os Cofres Públicos,
Frustrando o Contribuinte,
Não construindo o que prometem.
Esperando uma escola,
Ficamos burros;
Um hospital,
Morremos nas filas;
Uma estrada,
Derrapamos na curva mal traçada;
Caimos na vala negra
Dos esgotos à céu aberto.
Que nada disso importa, já sabemos.
O ministro aceita a verba e compra outra fazenda, mata a mata e planta, boi, soja.
A ministra diz: Relaxa e goza!
Trancados dentro de casa, o cidadão que paga seus impostos, para que a máquina do estado funcione, com medo de sair à rua para não ser assaltado pelo adolescente que não freqüenta uma escola que não oferece perspectiva de futuro que se arma e sai roubando um celular um relógio qualquer para dar de comer ao filho não esperado esperando na casa destas amontoadas em construções mal acabadas de cubículos espremidas nas subidas dos morros da cidade crescendo sabendo das dificuldade que terão de enfrentar pela sobrevivência desleal e por causa disto é preso é espancado é atirado em delegacias superlotadas vai pro presídio-escola de pós-graduação do crime e espera de um julgamento que nunca sai porque...
O juiz legisla em causa própria, e...
Quando apanhado no desvio da verba vai pra Miami,
não é julgado,
é aposentado,
com direito a vencimentos de Magistrado.
Assim, ficamos assim:
Reféns:
Dos traficantes
que fecham as vias de acesso aos aeroportos,
porque fica a meio caminho do caminho do seu comércio,
armas e drogas.
Dos controladores de vôo,
Que brigam para ver quem tem controle sobre o espaço aéreo,
Civis ou militares.
Então, não entramos no avião,
Porque eles não decolam.
Não podemos sair do aeroporto,
Porque os traficantes querem as estradas livres,
E de dentro dos presídios,
Pelo celular, o comparça apenado, pego no desvio,
exige resgate por falsos seqüestros.
Dentro do carro,
Pagamos aos cartéis da gasolina adulterada,
E emperramos o caminhão
Nas estradas esburacadas,
Onde as riquezas do país não rodam.
Cúmplices no conluio da corja dos vendilhões do templo,
Fatiando nossa Amazônia,
Enriquecendo na troca, em espécie,
Das espécies, únicas, que lá existem,
Assistimos, Impávidos Colosso,
A ruína dos destroços,
Pelas imagens digitais
Da Rede Globo,
Da nossa incompetência
Para administrar
O Paraíso Tropical,
Que desde a carta de Pero Vaz de Caminha,
Diz que ....nesta terra,
em se plantando tudo dá......
Dá sim, pros outros.... pros Gorilões, os Poderosos.
E pra nós, o zé povinho,
Brava Gente Brasileira,
que faz desta terra,
Com o suor e os calos na mão,
O Gigante Pela Própria Natureza,
Sobra o que, do Progresso?....
Abre o cú que vai o resto.


(texto escrito e publicado no blog em 2007, que volta na íntegra, porque cabe nestes tempos de eleiçôes de cartas marcadas.)

2 comentários:

meperdidemim disse...

Adorei amigo, e pode republicar daqui a 50 anos, porque nada vai mudar nesse nosso Brasil...
So esqueceu que as favelas são guetos criados por minoria classe AAA que tira seu dinheiro das drogas que fornecem para arrasar com os jovens dessa nossa terra verde amarela, para curtirem a vida, estou cansada de escutar discursos e ver projetos milionarios que não favorecem a ninguem. Somos refens nesse Pais, bjs

Alessandro disse...

enquanto tudo isso acontece (há anos), sao paulo elege TIRIRICA!