2.11.09

ACRÓPOLE



Em permanente construção
Como a Acrópole em Atenas
Juntar os pedaços
Vai levar uma eternidade
Fragmentos frágeis
Linhas que se tangem
Se acham
Se encaixam
Sobre o que já é ruína
Rumina
Conjura
Rejunta
Jura que termina a tempo
Trampa
Junta a tropa
Atropela
Pela tabelas
Atola na lama
A perna é curta para tanto lance
O pouco alcance
É preciso muitas vidas
Para fazer da vida uma obra.


2 comentários:

Jorge disse...

lindo o poema, zeka.
de um tema clássico vc consegue criar um universo pós-moderno em que as subjetividades não conseguem mais encontrar um centro existencial.
parabéns pelo blog.

: disse...

"É preciso muitas vidas
Para fazer da vida uma obra."
Comecemos a nos amar novamente e assim,a obra será bem difundida.