9.11.09

COPA







Em frente aos prédios Art Déco decadentes
As amendoeiras de folhas vermelhas incendeiam o inverno
Onde os velhos jogam nas sombras perdidas damas
Nas calçadas de ajuntadas pedras portuguesas
Desenhadas pelo mestre Burle Marx
Os bares de chopes e petiscos fazem a patuscada
Os fogos de artifício do reveillon
Revelam artes do ofício
Chamariz
Ardis pra nos jogar na areia
Ardentes peles dilatadas veias vibrando ao sol escaldante
Marola espumante que abunda bundas e não dá refresco
Fresca brisa pisa o calçadão na night
O neon pisca (Light, Light) apelando
Pras seminuas mulheres da Help
Cobras criadas a Leite de cobra
Elas não dão nenhum help
Cobram caro
Correm calçada
Na alçada dos incautos
Se de salto puta
Sem salto ladra
Ambas roubam
A alma a calma
Ladram predicados
Clamam impropérios
Chamam amor
À carteira recheada
Máquinas digitais
As tais
Fazem sexo
Instantâneos
Dígitos de prazer
Dádivas ao freguês
O cliente
Estrangeiro otário
Cai no conto do vigário
Pega o traveco
Que agasalha o croquete
Paga um boquete
Em real euros dólares
Dolores Samanthas e Pricilas
Tudo nelas cintila
Enquanto a santa cora
A Nossa Senhora
Copacabana engana
Posa de bacana
Bem sacana
Saca só cara
Na real
É puro virtual!

3 comentários:

Nástienhka disse...

esse calçadão...

Ácido em Frascos disse...

incrível zeca..espero que mt gente leia isso até 2016. rs. tem retratação a ti na minha página. um abraço.

: disse...

Cara!
Vc é foda!